Com certeza você já deve ter visto alguma imagem que por um instante confundiu o seu cérebro, não é mesmo? E você sabe por que isso acontece? Se a sua resposta for não, fique tranquilo pois iremos esclarecer no nosso artigo de hoje:
Em 1915 um britânico chamado William Ely Hill, publicou uma imagem para uma revista de humor com o título “My wife and my Mother-in-law” (acesse o link para visualizar a obra de William), traduzindo para o português quer dizer: “Minha esposa e minha sogra”. E foi assim que Will E. H., ficou mundialmente famoso e deu início ao que chamamos de ilusão de óptica.
Mas afinal, o que acontece com nosso cérebro neste processo?
Quando olhamos em direção a algum objeto, a imagem atravessa a córnea e chega à íris, que ajusta a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura conhecida como pupila. Quanto maior a pupila, maior a quantidade de luz que entra no olho. Depois de passar pela pupila, a imagem chega ao cristalino e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras (sensíveis à luz) transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados e interpretados pelo cérebro. Em ambientes com muita luz a pupila se fecha e em locais escuros a pupila se dilata, com o intuito de captar uma quantidade de luz suficiente para formar a imagem.
Se tratando da ilusão de óptica, o processo que ocorre em nosso cérebro e em nosso sistema visual é basicamente o mesmo, porém, existe uma etapa a mais neste processo. Quando olhamos para uma imagem ocorre um efeito chamado de “inibição lateral” que se dá em decorrência do contraste da cor que surge em nossa visão periférica. As células fotorreceptoras na retina acabam ficando confusas e com isso criam pontos que não existem. Logo, quando nos deparamos com uma ilusão de ótica ela faz com que vejamos aquilo que não está presente ou que a imagem que estamos vendo está de uma forma diferente do que ela realmente é, ou seja, de uma maneira incorreta. Quando a luz atinge a retina e passa pelo nervo óptico é então que ocorre a famosa ilusão de óptica.
Com bases em pesquisas realizadas sobre ilusão de ótica, conclui-se que nosso sistema visual é limitado, portanto, não tem capacidade total para decifrar tudo que nossos olhos enxergam.
Existem 3 tipos mais conhecidos de ilusões de óticas:
LITERAL:
É quando o desenho de imagens distintas se combina e somente é possível de visualizar essa transição. Sendo assim, cria-se uma imagem diferente dos elementos que a compõe.
Exemplo:
COGNITIVA:
É o tipo de ilusão capaz de distorcer formas. Nosso próprio conhecimento faz com que criemos esta confusão. Dentro da ilusão de óptica cognitiva, há ainda 4 subtipos que são classificados como:
FICCIONAL:
Conhecidas por criarem uma “alucinação”. Temos a impressão de que existe algo na imagem, mas na verdade não existe. Exemplo:
AMBÍGUA:
Ocorre quando, ao olhar para uma imagem, os elementos que a compõem provocam uma troca entre prováveis opções no nível de percepção. Exemplo:
PARADOXAL:
Dá-se quando os elementos acabam criando uma imagem que é impossível de ser real. Exemplo:
GEOMÉTRICA-ÓTICA:
Acontece quando há distorções em relação a comprimento, curvatura, formato e tamanho dos objetos. Exemplo:
O terceiro tipo de ilusão recebe o nome de:
ÓTICA-FISIOLÓGICA:
Gera efeitos nos olhos ou no cérebro, devido a estimulação excessiva por um tipo específico, seja dada por: brilho, inclinação, cor ou movimento. Acredita-se que por conta da estimulação repetitiva de alguns canais, o nosso sistema visual é enganado. Exemplo:
Atualmente, existe uma grande diversidade em relação às ilusões de óptica e muitas delas circulam pelas redes trazendo diversão e colocando nossa mente pra trabalhar. Nos conte aqui nos comentários o que você consegue ver na imagem abaixo:
Referência: https://www.significados.com.br/ilusao-de-otica/
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